22 de nov. de 2011

Uma experiência que finda




Nossa trajetória no @arautonarede chegou ao fim. Bem, o que posso dizer sobre isso?



Para mim, foi muito importante e gratificante participar desse projeto. Aprendi muitas coisas acerca do trabalho com jornalismo e mídia audiovisual, mas obtive também lições muito importantes com os entrevistados que acompanhei.


Toda pessoa entrevistada é portadora de uma mensagem, de um olhar sobre as coisas, sobre a vida, e é impossível que isso passe despercebido por quem esta ali, entrevistando ou filmando aquela pessoa. E essa interação entre entrevistado e jornalista pode resultar em lições muito importantes.








Além disso, ficou bem claro que o trabalho em equipe, a organização, entre outros fatores, são indispensáveis para levar um projeto adiante.





E apesar dos pequenos obstáculos no caminho, posso dizer também que achei essa etapa, onde desempenhei o trabalho de cinegrafista, muito divertida. Mesmo nos momentos em que a câmera insistia em não funcionar ou quando a edição se tornava um pouco mais complicada, afinal de contas, pequenas barreiras como essas fazem parte da rotina. Participar desse projeto foi uma valiosa oportunidade de crescimento profissional e pessoal.



19 de nov. de 2011

Uma sexta-feira diferente

Aqui pelo blog foi possível acompanhar um pouco dos bastidores de todas as 12 pautas regatadas pelos participantes do @arautonarede. Mas acredito que nunca tenha sido mencionado aqui os prazos que todos devíamos cumprir. Fizemos um cronograma das nossas atividades, há 12 semana atrás, quando começaram as postagens de matérias no site do Jornal Arauto. Eu, como editora dos participantes, fiquei responsável por essa postagem. O dia da semana definido foi a sexta-feira. Porém, os textos, fotos e vídeos deveriam estar comigo no mínimo um dia antes para que quando o leitor acessasse o site na sexta de manhã, o material já estivesse lá.

Além da matéria no site, todas as terças-feiras o Jornal publicava uma espécie de coluna, chamando o leitor para conferir a matéria na sexta. Mas, para que um pequeno texto e e uma foto de bastidor estivessem no Jornal, eles deveriam estar na redação do Arauto na segunda, dia de fechamento da edição. E antes disso ainda, o material deveria passar pelas minhas mãos. Ou seja, na sexta-feira, dia em que determinada matéria era disponibilizada no site, a pauta da próxima semana já estava apurada, para que no máximo segunda-feira, eu encaminhasse esse material para a redação. Um pouco confusão, mas era essa digamos, a nossa rotina.

No entanto, nessa sexta foi diferente. Ao contrário das últimas semanas, não chegou nenhum material para eu revisar e encaminhar o Arauto. E isso aconteceu por um fato muito simples, semana que vem não terá mais uma coluna no jornal chamando para a matéria de sexta, por que na sexta não haverá uma nova história recontada pelos participantes do @arautonarede. Depois de algum tempo fazendo a mesma coisa, nós criamos uma certa rotina, e rotina, quando é quebrada, causa um certo estranhamento. Estranhamento que foi causado em mim já que minha rotina foi quebrada, pois o @arautonarede chegou ao fim.

Experiências que nos ajudam a construir caminhos

A última matéria do @arautonarede saiu no site do  Jornal Arauto nesta última sexta e pra quem ainda não conferiu ela está aqui. E chegando ao fim, lembro do começo. A curiosidade em saber o que continha em cada um daqueles arquivos que juntos formavam pilhas e mais pilhas, a ansiedade para que acabassem logo as pesquisas e pudéssemos finalmente ir atrás de todas aquelas histórias que nos despertaram interesse, e também o desafio de fazer com que as matérias se tornassem atraentes para os leitores.
Durante o projeto todos nós nos deparamos com algumas dificuldades, seja nas entrevistas, problemas com equipamento, informações incorretas, imprevistos de todos os tipos e etc. Posso dizer que este projeto realmente nos trouxe experiência e nos proporcionou vivenciar o que a maioria de nós, por estar no início do curso, só tinha ouvido falar.

Todas as matérias feitas por mim tiveram um significado e uma grande importância. Minhas pautas eram bem distintas, a primeira era sobre o túnel verde, a segunda sobre o hino municipal e a terceira a vera cruzense Leila Morais. Com as duas primeiras tudo foi tranquilo, foram diversas entrevistas, fotos, bastante conteúdo para o vídeo. Até aí tudo bem. Mas o que me preocupava mesmo era a minha última pauta. O assunto era delicado e a história emocionante. Pesquisei nos arquivos, recolhi todas as informações, e entrei em contato com a fonte. Marcada a entrevista, era só aguardar o dia e conversar com Leila para escrever a última matéria do projeto.

Chegado o dia da entrevista um misto de medo e ansiedade tomava conta de mim. A editora do Jornal Arauto Carolina Sehnem Almeida acompanhou a mim e ao estudante de Prod. em Mídia Audiovisual Maurício Alves da Silva até a casa de nossa entrevistada. Chegando lá, nos preparamos para começar e aos poucos a insegurança veio surgindo. Dizem que o entrevistador deve conquistar o entrevistado, ganhar sua confiança. No meu caso foi um pouco diferente, o nervosismo me impediu de conduzir a entrevista conforme eu tinha em mente, e para minha sorte, a Carolina estava ali para que a entrevista não terminasse nos momentos em que eu me calava.

Apesar de não ter ocorrido tudo como planejado, posso dizer que aquele momento foi muito importante e jamais será esquecido. Ter a oportunidade de realizar trabalhos como este, capaz de mexer com os sentimentos tanto do leitor como do repórter, sem dúvida é muito importante. São experiências como essas que serão lembradas para sempre e nos farão crescer e encarar tudo com mais discernimento.


11 de nov. de 2011

10 de nov. de 2011

Mais uma do arauto na rede


Para quem acompanha as matérias do projeto e assiste aos vídeos, deve parecer relativamente simples. A realidade é que é um pouco diferente. Vou contar a história de um pequeno trecho dessa aventura.

Tarde do dia 09 de novembro de 2011, 35 graus na pequena cidade de Vera Cruz.


Primeira parada no Camping Tews. Chegando lá constatei que a câmera não estava funcionando.

Depois de cerca da 10 minutos tentando fazê-la funcionar, decidi recorrer aos universitários experientes da Unisc TV, o que não foi possível pois naquela área os celulares não tinham sinal.



Pois bem, continuei tentando até que, tempos depois, com a grande ajuda da Divina Providência, consegui fazer a bendita câmera filmar.


Imagens prontas, continuamos nossa viagem. Tínhamos uma convidada especial, Taís Gabrieli Pedroso Tomaz, a mais Bela Negra do município de Vera Cruz, que estava presente nessa aventura para tirar algumas fotos para o Jornal Arauto.


A segunda parada foi na Cascata Cantinho Colonial. Aquela paisagem, com toda aquela água, 35 graus, imaginem só se dava vontade de sair dali. Mas nossa visita era profissional e portanto, após feitas as imagens e fotos, retornamos, eu, para minha casa, a Carolina e a Taís visitaram mais algumas belas paisagens locais.



Viu só? Não é tão simples assim. Mas é muito bom. Afinal de contas, não é todo mundo que pode dizer que seu trabalho é uma verdadeira aventura, certo?























8 de nov. de 2011

O que não pode ser esquecido

Primeiro encontro do @arautonarede - "Não esqueçam de anotar a data e a página da matéria que vocês selecionaram, caso contrário, terão trabalho dobrado quando forem precisar achar o texto de novo".

Segundo encontro do @arautonarede - "Não esqueçam de anotar a data e a página da matéria que vocês selecionaram, caso contrário, terão trabalho dobrado quando forem precisar achar o texto de novo".

Terceiro encontro do @arautonarede - "Não esqueçam de anotar a data e a página da matéria que vocês selecionaram, caso contrário, terão trabalho dobrado quando forem precisar achar o texto de novo".

E assim foi, sucessivamente.

No dia em que definimos as pautas de cada participante, todos anotaram mais uma vez as datas e páginas a serem consultadas posteriormente. E o mesmo discurso foi proferido, inclusive por mim: "Quando forem fazer a matéria de vocês, não esqueçam de ter a data e página da matéria anotados. Assim vocês podem fazer fotos e imagens dela e também consultar o que saiu sobre o assunto há alguns anos".

Pois bem. Era minha última pauta, a dos negros com posse de terras em Vera Cruz antes da abolição. Chegamos eu e a Bárbara na redação do Arauto para fazer as imagens da matéria que foi pesquisada e selecionada para ser refeita. E a data e a página? Eu não tinha em mãos. Lembrava vagamente o ano: 2007. Pegamos então, eu e a Bárbara, os dois arquivos de 2007 e olhamos página por página, mais uma vez, para poder encontrar a matéria. E mesmo assim ela passou despercebida. Foi graças ao arquivo fotográfica do Jornal, com a data em que as fotos foram tiradas, que pudemos deduzir o período do mês em que a matéria saiu e finalmente encontrá-la para fazer as imagens.

O registro abaixo é da editora do Arauto, Carolina Sehnem Almeida 


A arte de surpreender

Quando pensamos em uma pauta e começamos a executá-la, o desafio se impõe. E sempre se repete. Como surpreender aquele que nos lê, que nos ouve, que nos assiste?

Pensar no inusitado, na fonte diferente, no ângulo de abordagem novo, na foto que não mostra o óbvio, na edição do material para a internet, na divulgação instigante pelas redes sociais, tudo parece um desafio e nem sempre é possível contemplar todos os aspectos de uma só vez.

Mas sempre, e digo sempre, temos que tentar. Porque aqueles que estão nos "vendo", são exigentes e devemos buscar sempre corresponder as expectativas. E digo mais: devemos tentar surpreender.

Este é um exercício que os nobres estudantes de Comunicação Social da Unisc, participantes do projeto @arautonarede, estão vivenciando na prática. Mais que uma informação correta, o texto deve ser atraente. Mais que identificar um personagem, a foto deve dar vontade de percorrer os lugares e conhecer as histórias. Mais do que evidenciar uma foto em movimento, o vídeo deve dar voz, dar sentimento, informação e criatividade.

Com isso, a união de acadêmicos de Jornalismo e de Produção em Mídia Audiovisual revela muitos frutos, toda semana, para quem acompanha o @arautonarede no site do ARAUTO.

Lá no link do projeto, tem cultura, esporte, obras, saúde e efeitos climáticos. Restam apenas duas matérias para o projeto encerrar e espero que deixe saudades.

De todas as coisas, fica o imenso aprendizado do grupo e a dica: exercite o olhar! Onde quer que esteja, independente do tipo de mídia em que se proponha a trabalhar. E não esqueça de sempre tentar surpreender!

4 de nov. de 2011

Trabalho reconhecido

A matéria dessa semana no site do Jornal Arauto foi feita por mim e pela colega Bárbara, a quem estendo o e-mail que está logo abaixo. 
A entrevistada foi a professora aposentada Celeste Dummer. E hoje pela manhã, sem eu ter lembrado ela de que a matéria saia hoje no site, abro meu e-mail e tem essa mensagem, com o assunto "Famosa de novo".

Pode parecer simples, mas é muito gratificante. 


3 de nov. de 2011

Os caminhos de uma pauta

Você já deve ter lido aqui no blog sobre a primeira etapa do projeto @arautonarede e as pesquisas no arquivo do jornal. Assim como vocês devem estar acompanhando os bastidores das matérias. Mas afinal, quais são as etapas da apuração de uma pauta, no caso desse projeto?

Assista o vídeo com os bastidores da matéria sobre os negros que tinham posse de terras no interior de Vera Cruz, antes da abolição.

2 de nov. de 2011

Making of - Hino Municipal


Bastidores da matéria sobre o hino municipal que saiu no site do Jornal Arauto no dia 21 de outubro.

27 de out. de 2011

Manking Of - RS 409

Bastidores da matéria sobre a RS 409, da repórter Luísa Ziemann e imagens e edição de Bárbara Duarte.

A matéria você confere amanhã, 28 de outubro, no site do Jornal Arauto



7 de out. de 2011

Você sabe o que é um telepronter?


Telepronter, também conhecido como TP, é esse aparelho aí da foto que facilita a vida dos jornalistas de TV. É um equipamento acoplado as câmeras, normalmente de estúdio, que exibe o texto a ser lido pelo apresentador. Ou seja, não se iluda, William Bonner e Fátima Bernardes não decoraram tudo aquilo que eles falam no horário nobre.

Pois bem. Para fazer o vídeo da matéria do Tufão, que vocês podem conferir aqui, eu tinha umas informações para gravar sobre o que a prefeitura fez na época. Mas quem disse que eu decorava o texto? E é nessas horas que a criatividade é mais do que bem-vinda. Veja a foto abaixo.


Já que não tínhamos um telepronter, até porque a gravação não era dentro de estúdio, improvisamos um no papel mesmo. Mas essa posição aí ficou ruim, e depois colocamos o nosso superhipermega moderno TP em cima da câmera.



1 de out. de 2011

A fotografia que salvou o dia


A pauta da próxima semana é o tufão que arrasou Vera Cruz 21 anos atrás. Semana passada, fomos eu e Bárbara para fazer as entrevistas e gravar alguns depoimentos. Antes disso, era necessário fazer o contato com uma fonte especial. Foram muitas as tentativas, inclusive as da Néia, editora do jornal, de conseguir o contato dessa pessoa. Mas nada. As ligações foram em vão. 
Quando eu e a Bárbara chegamos no Arauto, pensávamos em abordar pessoas aleatórias, para ver o que elas lembravam. Mas e quem disse que elas aceitavam ser gravadas? E quando tudo aprecia perdido, vasculhando uma caixa de fotografias antigas, achamos - aqui se inclui a Néia - a foto acima, que salvou o nosso dia. 
Perdemos tempo procurando uma pessoa, quando, na verdade, a nossa fonte principal acabou sendo um vizinho do Arauto.

23 de set. de 2011

Antes tarde, do que nunca...

Me perdoem a pieguice, mas fazer vídeo é sempre "uma caixinha de surpresas", quando agente pensa que está tudo certo, porque não deu nem um problema na produção, pode ter certeza de algo vai acontecer na edição.
Não falo isto para que desistam de faze-los, mas para compartilhar com todos as minhas aflições de cada trabalho, quem produz sabe do que estou falando.
Trabalhar com vídeo é viver na expectativa de que tudo vai dar certo no final, porque no meio os desafios são constantes, por mais que o trabalho seja simples.
Bom galera desabafei.
E para seguir na linha piegas, "é errando que se aprende".
Boa sorte nos próximos trabalhos.

O vídeo sobre o túnel verde vai entrar com um pouco de atraso, mas vale a pena conferir.

21 de set. de 2011

Making of - Túnel Verde



Making of da matéria sobre os túneis verdes de Vera Cruz. A matéria você confere nesta sexta-feira, 23 de setembro, no site do Jornal Arauto.

Por trás de uma matéria

Já viram o vídeo com os bastidores da matéria sobre o Grupo 21?

Outro dia, conversando com um amigo que estuda direito, parei para refletir sobre uma reação dele. Conversávamos sobre uma pauta que eu tinha apurado, que nada tinha  a ver com o @arautonarede, mas apuração de pauta, é sempre apuração de pauta. Eu contava para ele que tinha marcado com os entrevistados na casa deles e que no dia e horário marcado, toquei a campainha. Ele questionou se eu já os conhecia, disse que não e ele ficou surpreso. "Então vocês contatam pessoas que não conhecem, marcam na casa delas, onde vocês nunca foram e simplesmente batem à porta? Vocês não ficam sem jeito, com vergonha, sei lá. Eu não conseguiria fazer isso". Sinceramente, não sei como ele imaginava que as coisas funcionavam. Claro que a apuração muda de uma pauta para outra. Algumas são feitas por e-mail ou telefone, mas não é melhor maneira.

Vergonha de se infiltrar na vida alheia? Talvez. Mas é o nosso trabalho. E precisamos mostrar que estamos ali, à vontade, para que nosso entrevistado também fique à vontade. Assim, a entrevista flui. Ou melhor, a conversa flui. Sempre funciona melhor, na minha opinião, se for uma conversa do que uma entrevista. Me parece que a palavra entrevista tem um peso muito grande.

Voltando para o Grupo 21. O pessoal do jornal me passou o contato da fonte, o Pedro Wagner. Telefonei para ele, expliquei a situação. Disse que queria conversar sobre o grupo e marcamos para o dia seguinte. No outro dia, estávamos lá em Vera Cruz, o Maurício e eu para irmos até a casa desse vera-cruzense. Primeiro passamos na redação do Arauto. Li, mais uma vez as matérias que falavam do grupo, para não fazer 'feio'  com o entrevistado.
A questão é que nem eu, nem o Maurício, conhecemos Vera Cruz. Então a Néia, editora do jornal, nos levou até a casa do entrevistado. Ficamos em torno de uma hora lá, conversando e gravando, estava tudo certo. E no final, na hora de fazer as fotos, o Maurício olha para mim e diz: "Minha câmerasem bateria, e agora?". Eu, com toda a confiança do mundo, digo que não tem problema, porque eu também havia levado a minha câmera, justamente para um caso de emergência como aquele. No entanto, a minha também estava praticamente sem bateria. Por fim, conseguimos fazer algumas poucas fotos, lutando contra o equipamento.
E dessa apuração, ficou a lição, para nós dois, que é sempre MUITO importante conferir o equipamento antes de sair.